Saber como separar finanças pessoais da empresa é fundamental para a saúde do seu negócio. O pequeno ou microempresário acaba tendo dificuldades para fazer um controle financeiro por conta da tendência de misturar as despesas domésticas com as do trabalho. Mas essa não é uma missão impossível; pelo contrário, é necessária.

Ao manter uma gestão equilibrada, fica muito mais fácil determinar o lucro real da sua empresa, acompanhar os resultados dos investimentos e fazer projeções para o futuro. Além disso, você poderá controlar melhor os gastos adequando-os à sua situação atual e garantir uma economia sustentável ao seu negócio.

Neste post, reunimos 7 dicas para ajudá-lo a organizar as suas despesas pessoais e empresariais com mais eficiência e evitar surpresas desagradáveis. Confira!

1. Faça um diagnóstico das suas finanças

A primeira providência que você deve tomar para saber como separar finanças pessoais da empresa é ficar de olho na origem exata de todos os números da empresa, diferenciando o lucro mensal do negócio e o montante dos seus gastos pessoais.

A forma mais prática para fazer esse controle é por meio de uma planilha. Preencha separadamente, de um lado, a quantia de entrada e saída da empresa e, de outro, as suas despesas.

A contabilidade precisa abranger absolutamente tudo: contas a pagar e receber, caixa, despesas — fixas, variáveis e os imprevistos — pagamento de fornecedores e funcionários, investimentos e outros, lembrando que nessa conta nada pode ser esquecido, desde o colégio dos filhos até os honorários do contador.

É uma maneira segura e organizada de destinar o dinheiro, uma vez que fica fácil ter a correta noção do quanto você precisa aplicar na empresa para que ela funcione adequadamente e o quanto é necessário para o seu sustento individual.

2. Evite levar despesas domésticas para a empresa

Para muitos, tomar essa medida aparentemente simples não é tão fácil quanto parece. Pequenos empresários costumam ter um dia a dia asfixiante com inúmeros afazeres, como controlar o estoque, pagar funcionários, administrar vendas, até que suas atividades pessoais se incorporem à rotina. Quando menos espera, ele está pagando o colégio dos filhos com o dinheiro da empresa.

Outra situação, mais corriqueira ainda, é usar o mesmo carro do trabalho para resolver problemas pessoais sem o devido controle. Nesse caso, o ideal é abater um percentual do seu pró-labore para os gastos com manutenção do veículo da empresa.

Se você está usando o seu carro, os gastos devem ser computados na conta da empresa, incluindo nesse pacote as contas do celular, Internet e outros. O que importa é especificar o que é recurso da empresa e o que é despesa pessoal para o bem do seu empreendimento.

3. Adote planos corporativos

A melhor maneira de economizar com serviços essenciais do seu negócio é adotando planos corporativos com o CNPJ da empresa. Existem planos para uso de celular, Internet, telefone e até linhas de crédito diferenciadas para pessoa jurídica.

É importante ficar atento a essas possibilidades para evitar medidas mais onerosas ao seu negócio. Em momentos de crise financeira da empresa, alguns empresários recorrem a empréstimos pessoais com juros muito mais altos do que seriam, caso fosse feito por meio da pessoa jurídica. Procure conhecer os serviços oferecidos pelo seu banco e aproveite os benefícios disponíveis.

 4. Defina o limite de retiradas pessoais

Ainda é possível encontrar empresários que fazem retiradas de dinheiro da empresa aleatoriamente, a qualquer hora, simplesmente pelo fato de serem donos do próprio negócio. Porém, essa prática pode ser a pior inimiga das finanças da empresa.

Está aí novamente o problema de se misturar as coisas. Não confunda o faturamento da empresa com os seus ganhos pessoais, é preciso que os sócios ou donos definam claramente o quanto e como farão as retiradas mensais, independentemente das necessidades pessoais de cada um. Esses valores mensais são chamados de pró-labore.

O pró-labore, portanto, nada mais é do que o salário do dono ou sócio de um empreendimento, estabelecido de acordo com as possibilidades financeiras da empresa. Ele é necessário para viabilizar o cálculo da receita, bem como os planos de crescimento dos negócios.

O ideal é que o valor seja determinado de forma fixa e não variável. Quando essa remuneração é feita de maneira “flutuante”, em tempos de crescimento, pode acabar comprometendo os investimentos e a expansão dos negócios. Por outro lado, pode deixar os sócios sem recursos em épocas de dificuldade.

Para calcular o pró-labore, é necessário deduzir todo o montante faturado, inclusive os impostos. Depois, separe uma quantia para o capital de giro e uma reserva para suprir eventuais necessidades financeiras que podem surgir com o tempo, principalmente um investimento. O que restar é o seu pró-labore, que será dividido com os sócios, se for o caso. Lembre-se que a proporção de cada um deverá ser respeitada.

5. Separe as contas correntes

Empresários que mantêm uma única conta corrente para os negócios e para uso próprio, muitas vezes, cometem o erro de pagar contas pessoais com cartão ou cheque da empresa. Normalmente, esse é o primeiro passo para desorganizar as finanças, e sem um controle rigoroso, fica fácil perder a noção do quanto o negócio é lucrativo ou não.

Separar as contas correntes — pessoa física e jurídica — é uma medida de segurança e organização. Alguns empresários conseguem administrar as finanças movimentando apenas uma conta, mas, é aconselhável manter duas. Assim, torna-se mais viável controlar todos os gastos realizados, os pagamentos e lançamentos nos extratos, sem falar que o processo fica mais ágil e você economiza tempo.

A vantagem também se estende para efeitos fiscais. Quando for necessário comprovar o seu faturamento, a declaração do imposto de renda ficará mais simples.

6. Estabeleça reservas mensais

Vivemos uma época de muita instabilidade econômica. Com as flutuações constantes do mercado, é prudente manter uma reserva financeira para a empresa, caso seja preciso fazer novos investimentos, aumento de capital de giro, entre outras providências em caráter de urgência.

Em relação às economias pessoais, seja igualmente precavido. Imprevistos acontecem e você ou alguém da sua família pode precisar de tratamento médico. É conveniente, também, tirar férias com a família sem precisar usar o caixa da empresa.

7. Procure ajuda de um profissional especializado

Se você achar complicado administrar as contas separadamente, não hesite em procurar o seu contador de confiança, que, além de te orientar com os primeiros passos na organização dos números pessoais e dos negócios, poderá informar sobre os aspectos legais da destinação dos recursos da empresa.

Conforme ficou claro, saber como separar finanças pessoais da empresa dá certo trabalho, embora seja tranquilizador e um bom remédio para manter a saúde dos seus negócios. Em todo caso, é sempre possível recorrer a um profissional que entenda do assunto e faça isso de olhos fechados.

E você, já consegue administrar as finanças do seu empreendimento de forma separada das contas pessoais? Compartilhe o post nas suas redes sociais e ajude a espalhar essas dicas!