A cada dia, mais empresários apostam nas vendas online como uma forma de obter sucesso nos negócios, seja expandindo uma loja física para a internet, ou gerenciando somente o e-commerce.

Na contramão da crise, que afetou o país nos últimos anos, as vendas online crescem ano após ano, mostrando como o e-commerce já é uma tendência mais do que consolidada. Confira o post que preparamos e saiba mais!

Panorama do e-commerce

Se analisarmos as projeções das duas maiores referências no e-commerce brasileiro, não resta dúvida disso. Segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (Abcomm), este ano o varejo online crescerá 12%, em relação a 2016, faturando o equivalente a R$ 59,9 bilhões.

A estimativa da Ebit é mais modesta do que a da ABcomm, mas igualmente positiva. Segundo o instituto, as vendas online terão alta de 10% a 15%, e o e-commerce fechará 2017 com saldo de R$ 49,7 bilhões.

Ou seja, estamos falando de um segmento bilionário e muito promissor para os empreendedores, entretanto, precisamos salientar que não é porque os dados indicam um cenário positivo que todos os e-varejistas vão lucrar milhões.

Para aproveitar o momento e faturar é necessário uma postura empreendedora, focando em cada aspecto do negócio, principalmente no planejamento estratégico e, claro, entender que o varejo online tem as suas especificidades.

Planejamento estratégico

Do dono da barraquinha de cachorro-quente da esquina ao COO da maior multinacional do mundo, existe uma máxima que determina o sucesso do negócio, e ela é o planejamento.

Quem é o seu público-alvo? Quais são os desejos de seus potenciais clientes e como eles se comportam? Onde querem chegar? Qual o seu diferencial? Dominar essas questões são pontos que não devem ser negligenciados.

Uma boa gestão é necessária para qualquer empreendedor, mas para aqueles que competem no mundo virtual isso é ainda mais relevante, pois são os pontos-chaves do plano estratégico que norteiam cada ação, principalmente as de marketing.

Loja física x loja virtual

Hoje em dia, conquistar o consumidor é um desafio constante. Se o varejo físico tem regras, o online também. Basicamente o princípio é o mesmo, o que muda é o caminho.

Uma loja física precisa de um bom ponto, vitrine, vendedores treinados, produtos, fornecedores, marketing, entre outros. Uma loja virtual também, mas com algumas nuances.

Podemos dizer que a ‘‘localização’’ é o ranqueamento nos mecanismos de buscas. Em vez de pagar aluguel, é possível patrocinar anúncios e investir em Inboud Marketing para ficar melhor posicionado.

A vitrine se torna o layout da página, por isso a importância de uma plataforma que dê bom suporte. Já os vendedores, tornam-se o descritivo e as imagens dos produtos, que são responsáveis por encantar e convencer o cliente.

Quanto ao estoque, logística e fornecedores, estes são pontos que costumam prejudicar os empreendedores online. Justamente porque caem no erro de não considerá-los importante.

Por mais que você não precise de um estoque semelhante ao da loja física, é necessário garantir a disponibilidade do produto, afinal, vender e não ter o produto chega a doer no coração.

Para tanto, manter parcerias com fornecedores de confiança é de vital importância. Em respeito à logística, além de entregar no prazo e optar por um serviço que ofereça rastreio de mercadoria, a questão custo pesa, e muito, na balança.

Experiência do usuário

O foco na experiência do usuário, ou UX como é mais comentado, também é um ponto de atenção para os empreendedores do mundo virtual.

Imagine que você entra em uma loja, e essa está toda bagunçada, suja, os produtos estão mal expostos e os vendedores te tratam mal. Você compraria nessa loja? Provavelmente não. Uma loja virtual mal feita funciona da mesma forma.

Se um internauta entrar na sua página, como será a experiência dele? O layout é intuitivo e agradável? Todas as informações e o processo de compra é claro e simples? A página demora para carregar? Essas são algumas questões que precisam ser analisadas.

Agora, se você tem um e-commerce e este não é adaptado a dispositivos móveis, procure melhorar este ponto o mais rápido possível. O acesso à internet e o processo de compra mediado por dispositivos móveis é cada vez maior.

Se a sua loja não for adaptada a isso, a experiência do usuário não será boa, o que impactará negativamente nas vendas.

Nichos promissores para vendas online

Voltemos aos dados: em uma pesquisa americana, conduzida pela empresa de consultoria IBISWorld, foram analisados todos os segmentos de e-commerce em um período de cinco anos (2010 a 2015).

De acordo com o resultado, o e-commerce de roupas masculinas foi o que mais cresceu. Confira o ranking completo:

  • Roupas masculinas: 17,4%;

  • Comidas: 16,7%;

  • Sapatos: 13,6%;

  • Saúde, vitaminas e suplementos: 13,4%;

  • Computadores e tablets: 11,4%;

  • Cosméticos: 10,9%;

  • Cerveja, vinho e outras bebidas: 10,8%;

  • Arte: 10,6%;

  • Joias: 8,9%;

  • Peças automotivas: 8,1%;

  • Produtos para pets: 7,1%;

  • Flores: 3%;

  • Cartões e presentes: 1,8%;

  • Óculos e lentes de contatos: 1,3%;

  • Câmeras: 0,9%.

É claro que o mercado norte-americano e o brasileiro apresentam suas diferenças, mas, analisando o relatório da Ebit, a projeção dos segmentos apresenta algumas semelhanças.

Segundo o relatório Webshoppers do Ebit em 2016, o segmento que mais apresentou volume de pedidos foi o de moda e acessórios (13,6%), seguido por Eletrodomésticos (13,1%), Livros (12,2%) e Cosméticos e Perfumaria (11,2%).

Apesar da categoria de Moda & Acessórios liderar em pedidos, o nicho de roupas masculinas não é a principal dentro desta categoria. Em volume de pedidos no Brasil, os homens representam 51%, porém, dentro da Categoria Moda & Acessórios, são 62% de mulheres.

Analisando o levantamento pela ótica de faturamento, os principais setores são eletrônicos, informática e eletrodomésticos. Como esse segmento é dominado pelos grandes players, como Americanas.com, Extra e Ponto Frio, se tirarmos isso, o setor de moda e assessórios lidera a lista.

Podemos concluir, com base nesses indicadores, que é um segmento bastante favorável, principalmente para os pequenos e médios empresários. Falando nesse grupo, estudos da Abcomm apontam que as vendas online dos PEM devem crescer para 25% este ano.

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